A Amazon confirmou que sua internet via satélite, a Amazon Leo, começa a operar comercialmente ainda em 2026 — e o Brasil acompanha de perto, com a SKY como parceira de distribuição. O serviço chegará ao consumidor brasileiro com o nome de Skylink e, na América Latina, como DirecTVlink. A constelação, que nasceu como Project Kuiper, promete sacudir o domínio da Starlink no segmento de banda larga via satélite. Entenda o que muda para o consumidor.
O que é a Amazon Leo
A Amazon Leo é a rede de internet via satélite de órbita baixa (LEO) da Amazon, anunciada em 2019 como Project Kuiper e rebatizada em novembro de 2025. A proposta é levar banda larga de alta velocidade para regiões sem cobertura de fibra ou redes móveis — o mesmo mercado que a Starlink atende hoje.
O projeto já ultrapassou 390 satélites em órbita, após lançamentos com foguetes Atlas V da ULA. O serviço comercial, inicialmente previsto para meados de 2026, segue com lançamento esperado ainda este ano, com velocidades de download de até 1 Gbps.
O que é a Starlink
A Starlink, da SpaceX, é a líder absoluta do segmento. São cerca de 10.873 satélites ativos em órbita baixa (entre 340 e 570 km de altitude), o que garante cobertura global e latência baixa. No Brasil, o serviço já opera há anos e quadruplicou sua base de assinantes nos últimos dois anos.
Skylink e DirecTVLink: a parceria com a Amazon
O diferencial da entrada da Amazon no Brasil é o modelo de distribuição. Em vez de vender direto ao consumidor, a banda larga via satélite da Amazon Leo chegará pelas mãos da SKY Brasil e da DirecTV Latin America — operadas pela WaikenILW, holding de media tech que controla as duas marcas (anteriormente estruturada como Vrio Corp, do Grupo Werthein).
O serviço terá nome próprio por mercado:
- Skylink — no Brasil;
- DirecTVlink — na América Latina.
O que já foi anunciado:
- Novembro de 2025: a Amazon apresentou a marca Amazon Leo no Brasil e na América Latina, com SKY e DirecTV como parceiras de distribuição;
- Dezembro de 2025: detalhes da parceria — a SKY será responsável por vendas e atendimento do Skylink;
- Fevereiro de 2026: expansão da colaboração para o mercado corporativo (B2B) — SKY Brasil e DirecTV vão oferecer a banda larga Amazon Leo para empresas em nove países da América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai), com potencial de atender 15 milhões de negócios.
Importante: apesar dos anúncios, o serviço ainda não está em comercialização no Brasil. A expectativa é que novidades sejam divulgadas em breve — o TelcoPress acompanha de perto cada atualização.
Comparativo técnico
| Característica | SKYLink (Amazon Leo) | Starlink |
|---|---|---|
| Operadora | Amazon (via WaikenILW) | SpaceX (Elon Musk) |
| Distribuição no Brasil | Skylink (SKY Brasil) — anunciada, aguardando comercialização | Direta (starlink.com) |
| Nome na América Latina | DirecTVlink | Starlink |
| Satélites em órbita | 390+ (em expansão) | ~10.873 ativos |
| Velocidade máxima | A divulgar | Até 500 Mbps (planos atuais B2C) |
| Latência | Baixa (LEO) | Baixa (LEO) |
| Disponibilidade no Brasil | ⏳ Anunciada, sem data comercial | ✅ Operando desde 2021 |
| Preço no Brasil | A divulgar | A partir de R$ 189/mês |
Preços: o que se sabe
A Starlink reajustou seus planos em maio de 2026. No Brasil, o serviço parte de R$ 189/mês, com equipamento a partir de R$ 99 em regiões selecionadas — e velocidade média real acima de 100 Mbps.
O Skylink ainda não divulgou tabela oficial de preços. A expectativa do mercado é que a entrada seja agressiva para conquistar assinantes — e a SKY pode usar a banda larga como âncora de combos com TV por assinatura, uma vantagem que a Starlink não tem.
O que muda para o consumidor
- Combos TV + internet: assinantes SKY podem ganhar pacotes integrados — algo que a Starlink não oferece;
- Queda de preços: a entrada de um segundo player global historicamente derruba mensalidades;
- Mais opções: quem mora em área rural ou sem fibra terá alternativa real à Starlink;
- Atenção à cobertura: a Leo tem menos satélites que a Starlink — a cobertura inicial deve ser limitada, com expansão gradual;
- Suporte local: diferencial do Skylink — atendimento em português, com estrutura de instalação já existente.
Cenários
Cenário otimista: o Skylink inicia a comercialização ainda em 2026, os combos TV + internet aceleram a adoção, e a Starlink responde com promoções — o custo da internet via satélite cai 20-30%.
Cenário moderado: a comercialização começa em 2027, com cobertura inicial limitada (menos satélites), e a Starlink mantém liderança com reajustes pontuais.
Cenário pessimista: atrasos no lançamento da constelação (a Amazon precisa cumprir metas da FCC) adiam a chegada do Skylink ao Brasil, e a Starlink segue sem concorrência relevante no segmento.
Conclusão
A internet via satélite está prestes a entrar em uma nova fase no Brasil. O Skylink chega com a força de uma das maiores empresas do mundo — e com um trunfo que a Starlink não tem: um canal de distribuição local com milhões de clientes de TV. Para o brasileiro, a notícia boa é que a disputa tende a baratear o acesso em áreas sem fibra — o público que mais depende dessa tecnologia.
Acompanhe o TelcoPress: vamos cobrir cada anúncio de preço, cobertura e o início da comercialização do Skylink no Brasil.